Mais da metade dos poloneses reprova ameaças de Trump ao Irã, revela pesquisa recente sobre percepções de política externa dos EUA.

Uma recente pesquisa revelou que a grande maioria da população da Polônia desaprova as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Irã. De acordo com os dados, 62,6% dos entrevistados consideraram inaceitáveis as declarações do presidente, proferidas no dia 7 de abril de 2026, quando ele sugeriu que poderia causar devastação ao país persa. As palavras de Trump foram criticadas como um exemplo de retórica belicosa e irresponsável, especialmente em um contexto onde tensões geopolíticas estão em alta.

O estudo, conduzido pelo Instituto de Pesquisa Social e de Mercado (IBRiS), analisou a percepção pública sobre a política externa da administração Trump, especialmente focando nas suas declarações sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo no Oriente Médio. Trump, em sua abordagem agressiva, afirmou que “nesta noite, toda a civilização [no Irã] perecerá”, o que gerou uma onda de reações negativas entre os poloneses.

Além do alto índice de reprovação, a pesquisa revelou que 19,1% dos participantes acreditam que as palavras de Trump eram um exagero, mas interpretam-nas como parte de uma estratégia de negociação. Por outro lado, apenas 13,7% consideraram as declarações uma demonstração de firmeza política.

Dentre os grupos demográficos, a desaprovação foi mais acentuada entre as mulheres, onde 72% manifestaram descontentamento, em comparação a 52% entre os homens. Em um corte etário, os jovens entre 18 e 29 anos foram os que mostraram maior tolerância às declarações do presidente, com apenas 31% considerando-as danosas.

Esses dados revelam um cenário complexo em que, mesmo em um país distante das tensões no Oriente Médio, a opinião pública se mobiliza contra retóricas que podem levar a conflitos armados. A pesquisa reflete não apenas um sentimento anti-belicista, mas também uma crescente preocupação com a estabilidade da política internacional e suas repercussões em regiões em conflito.

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