A pesquisa indica que, enquanto 9% dos participantes veem alguma possibilidade de demissão, 19% consideram o risco elevado. Realizada entre os dias 12 e 13 de maio, a investigação ouviu 1.312 pessoas maiores de 16 anos em 139 cidades, com uma margem de erro de três pontos percentuais. É importante ressaltar que o estudo abrange trabalhadores formais e informais da População Economicamente Ativa, ou seja, inclui aqueles assalariados, autônomos e empresários, mas exclui desempregados, aposentados e estudantes.
Os resultados revelam uma segurança crescente em comparação ao que se observava em períodos anteriores. Estatísticas similares apresentadas em 2019 mostraram que apenas 58% dos trabalhadores se sentiam seguros em relação ao emprego. Naquela ocasião, a taxa de desocupação era de 11,9%. O aumento do otimismo agora é notável, pois percentuais acima de 70% já foram vistos em momentos como os dos mandatos de Lula e Dilma Rousseff, sendo que o recorde foi atingido em março de 2013, quando 75% dos entrevistados não viam risco de demissão.
A sensação de estabilidade no emprego parece ser ainda mais forte entre os trabalhadores mais velhos, com 80% das pessoas com 60 anos ou mais se sentindo seguras. Entre os servidores públicos, essa confiança se eleva ainda mais, atingindo 84%. Por outro lado, entre aqueles que possuem renda de até dois salários mínimos, apenas 65% expressam a mesma confiança.
A pesquisa também tocou em aspectos relacionados ao medo do desemprego. Surpreendentemente, 58% dos participantes revelaram que a possibilidade de perder o trabalho não lhes causa receio. Um total de 21% classificou o desemprego como sua principal fonte de medo, enquanto 20% o veem como uma preocupação significativa. Os grupos que demonstram menos apreensão incluem aqueles com maior escolaridade e os que recebem rendimentos superiores a dez salários mínimos — neste último grupo, 75% afirmam não ter medo de perder o emprego. Em contraste, jovens de 16 a 24 anos e pessoas com renda baixa, de até dois salários mínimos, apresentam um percentual de apenas 50% de segurança quanto à manutenção do emprego.
Esses dados revelam um panorama significativo sobre a confiança dos trabalhadores no mercado de trabalho brasileiro, refletindo não apenas na segurança financeira, mas também na estabilidade emocional de uma parcela da população.
