No entanto, o fim da greve não implica necessariamente no retorno imediato das aulas. Cada universidade tem autonomia para reorganizar seu calendário acadêmico, de forma a finalizar o primeiro semestre letivo de 2024 e iniciar o segundo semestre. Na Universidade de Brasília (UnB), os professores já anunciaram que as aulas serão retomadas na próxima quarta-feira.
Durante o final de semana, o comando nacional de greve irá reunir as respostas das seções sindicais, secretarias regionais e comandos locais, a fim de avaliar a continuidade ou o encerramento do movimento paredista. Além disso, será discutido o retorno das atividades e a possibilidade de reposição das aulas, que poderá iniciar na próxima semana ou somente no início de julho.
O retorno das atividades também está condicionado ao trabalho realizado pelo pessoal técnico-administrativo, responsável por ajustar os novos calendários acadêmicos e efetuar possíveis trancamentos de matrícula nos departamentos universitários. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) está acompanhando os desdobramentos das assembleias das entidades de base realizadas ao longo desta semana.
A expectativa é de que, com o encerramento da greve, a normalidade seja gradativamente restabelecida nas universidades federais, possibilitando o retorno das atividades acadêmicas e a continuidade do ano letivo.
