Nesta sexta-feira, Chambriard terá que tomar as primeiras decisões como presidente. A previsão é que, uma vez confirmada no cargo, ela participe da reunião do conselho de administração. O roteiro da reunião inclui a votação do nome de Chambriard como conselheira, a definição de sua posição como membro independente e a indicação de seu nome para a presidência.
O governo, sob a gestão de Lula, espera que Chambriard acelere investimentos em áreas estratégicas como refinarias, fertilizantes e indústria naval. Atualmente, o plano de investimento da Petrobras está em 73% de execução, o que tem sido alvo de críticas por parte do governo, que considera que isso está prejudicando a geração de empregos.
Chambriard será cobrada a promover mudanças na diretoria da empresa e a encurtar prazos para a tramitação de projetos. Há expectativa de que ela revise editais para aumentar o conteúdo local nas contratações de equipamentos pela petroleira.
Em entrevista ao GLOBO, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância de Chambriard ter coragem para implementar as mudanças necessárias. Ele ressaltou que a nova presidente deve se relacionar bem com o acionista controlador, ou seja, o presidente da República.
A demissão de Jean Paul Prates do comando da Petrobras encerrou um período de especulações sobre a gestão da empresa. Prates teve conflitos com Silveira e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o que culminou em sua saída. Agora, a expectativa é ver as mudanças que Chambriard implementará à frente da petroleira.





