A rapidez dessa transição reflete não apenas uma visão arrojada, mas também a intensão de tornar a Magalu mais autossuficiente em termos de financiamento. Em janeiro de 2025, apenas 10% da originação do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) passava pela SCFI. Contudo, apenas no final de março, esse número já havia alcançado 50%, com a expectativa de chegar a 100% até o final do primeiro semestre. A carteira de CDC fechou no final de 2025 em R$ 1,8 bilhão, um crescimento impressionante de 15% em relação a dezembro do ano anterior, evidenciando a eficácia da estratégia.
Em um movimento que sinaliza a intenção de atrair mais investimentos, a Magalu também lançou seu primeiro Certificado de Depósito Bancário (CDB), disponível na plataforma XP Investimentos. As taxas de rendimento para esse produto variam de 102,5% do CDI para prazos de seis meses a 104,5% para dois anos, criando uma opção atrativa tanto para investidores quanto para a própria financeira.
Os executivos do Magazine Luiza ressaltam que ter um instrumento próprio de captação permitirá à empresa não apenas reduzir custos de funding, mas também melhorar a precificação de crédito e obter vantagens tributárias, o que pode impactar positivamente a rentabilidade.
Além disso, a Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco, atribuiu à MagaluPay SCFI a nota AA-(bra) em uma escala nacional de longo prazo com perspectiva estável. Esse rating facilita o acesso a diferentes fontes de captação. Segundo Jörg Friedemann, CEO da nova vertical, a companhia está determinada a diversificar suas fontes de financiamento e desenvolver uma modelagem de crédito própria, o que promete ampliar as alternativas para os consumidores e fortalecer a oferta de novos serviços no MagaluPay.
