Os pesquisadores conduziram uma série de entrevistas ao longo de dois anos, questionando os jovens sobre quanto apoio recebiam de seus amigos e até que ponto acreditavam que suas mães desaprovavam essas relações. Ao final do estudo, foi revelado que mais de um quarto das duplas de amigos, especificamente 26%, havia terminado a amizade. A análise dos dados indicou que a desaprovação materna estava intimamente relacionada ao término dessas relações, que, na maioria dos casos, se tornaram mais frágeis quando a percepção do apoio diminuía.
Os resultados são alarmantes: quando os jovens sentiam que a mãe do amigo desaprovava a amizade, era mais provável que essa relação acabasse. Curiosamente, a pesquisa também destacou que não apenas o amigo que sentia a desaprovação sofria, mas também aquele que percebia que a mãe do outro não o apoiava, relatando uma diminuição em sua sensação de apoio ao longo do tempo. Isso sugere que a desaprovação materna afeta de maneira abrangente a autoestima e o bem-estar emocional das crianças envolvidas.
Os autores da pesquisa lançam um alerta aos pais sobre a importância de um envolvimento equilibrado nas amizades dos filhos. Estudos anteriores já haviam indicado que a interferência parental pode resultar em comportamentos problemáticos entre os jovens. Além disso, a conclusão do estudo destaca a vulnerabilidade das crianças que enfrentam a perda de amizades, enfatizando que essa ruptura pode torná-las mais defensivas e inseguras em relação ao estabelecimento de novas conexões sociais.
Assim, este estudo sublinha a relevância do papel dos pais no desenvolvimento social dos filhos e a necessidade de cautela ao expressar desaprovação em relação às amizades que podem, à primeira vista, parecer inadequadas. Em última análise, a amizade infantil é um terreno delicado que requer apoio e compreensão, tanto das crianças quanto dos adultos envolvidos.
