As investigações revelaram que a dupla era responsável não apenas pela gestão do tráfico, mas também pela coordenação de criminosos armados e pela orquestração de ações violentas em detrimento da concorrência entre facções. No momento da abordagem policial, a mulher, temendo a prisão, tentou escapar pulando do terraço de sua residência para o imóvel do vizinho, mas acabou se machucando no pé. Ela recebeu atendimento médico antes de ser levada para a delegacia.
A operação teve como alvo um endereço na comunidade conhecida como Buraco do Boi, onde a “família do tráfico” havia estabelecido um ponto estratégico para o TCP. O local funcionava como uma central de monitoramento, equipada com câmeras que permitiam aos criminosos vigiar a movimentação de forças de segurança nas redondezas.
Dentro da residência, os agentes apreenderam substâncias ilícitas já embaladas para a venda, incluindo 1.870 buchas de maconha e 9 pedras de crack, além de armas de fogo, equipamentos de comunicação, cadernos com anotações relacionadas ao tráfico e dinheiro em espécie. O imóvel era utilizado não apenas para a venda de drogas, mas também para o armazenamento de armas e para a coordenação das atividades da quadrilha.
As investigações da 126ª DP ainda revelaram que a mulher estava implicada em tentativas de homicídio que ocorriam nas disputas territoriais nas proximidades do Buraco do Boi. Contra ela, um mandado de prisão foi cumprido, enquanto seu filho é descrito como uma das principais lideranças operacionais do TCP na região. As prisões e apreensões realizadas representam um passo significativo no combate ao tráfico de drogas e à violência associada a ele em Cabo Frio.
