De acordo com suas declarações, Mércia chegou ao Hospital da Cidade já em trabalho de parto, apresentando dores intensas e perda de líquido amniótico. A mãe tinha expectativas de um parto seguro, baseando-se em exames que indicavam uma gestação saudável. “A última ultrassonografia mostrava que ela estava bem, só aguardando o nascimento”, afirmou a mãe, ressaltando a confiança que tinha em seu acompanhamento pré-natal.
No entanto, ao buscar ajuda, Mércia recebeu orientação de que o parto não poderia ser realizado antecipadamente e que, caso não ocorresse naturalmente, ela deveria permanecer internada. Em um momento de desespero, a paciente foi transferida para o Hospital Geral Santo Antônio. Mesmo apresentando sinais de urgência, a mãe relata que teve de esperar longos períodos por atendimento.
A dor extrema veio após o parto, quando Mércia finalmente recebeu sua filha, já sem vida. “A pior parte foi segurar ela nos meus braços. Nem consegui ver seus olhos, estavam fechados”, revelou. Esse lamento ecoa a angústia de muitas mães que passaram por experiências semelhantes, clamando por respostas e justiça.
O caso está sendo investigado, enquanto a família questiona as circunstâncias que levaram à morte da recém-nascida. “Vou até o fim pela minha filha, não deixarei que a morte dela seja em vão”, declarou Mércia, determinada a buscar esclarecimentos.
O Hospital Geral Santo Antônio emitiu uma nota, afirmando que uma intercorrência aguda ocorreu durante o trabalho de parto, o que, segundo a unidade, pode acontecer inesperadamente, mesmo em casos com acompanhamento regular. O hospital destacou que está colaborando com as investigações e que todas as medidas necessárias foram tomadas diante da situação.
Esse trágico evento reacende debates sobre a segurança e a qualidade do atendimento obstétrico no Brasil, ressaltando a importância de uma reformulação nas práticas de saúde para garantir que nenhuma mãe tenha que passar por uma dor tão imensurável.
