Mãe denuncia erro médico após filha ser mal diagnosticada com doença autoimune e passar por quimioterapia desnecessária; agora, busca justiça e tratamento adequado.

A história de Christina Condon, de 36 anos, e sua filha Faye, de apenas 12, é um triste exemplo de como um diagnóstico errado pode impactar profundamente a vida de uma criança e de sua família. Faye foi diagnosticada com dermatomiosite juvenil (DMJ) aos cinco anos e submetida a cinco meses exaustivos de quimioterapia. No entanto, o que parecia ser uma explicação para suas dificuldades motoras estava longe de ser correto.

O sofrimento da família começou quando Christina notou que sua filha tinha dificuldades para correr e pular, além de ter dores no quadril e incapacidade de suportar peso. A preocupação crescente levou Christina a buscar ajuda médica, mas, segundo ela, os profissionais de saúde não foram capazes de perceber o que uma mãe claramente via. Mesmo com vídeos e fotos que demonstravam as dificuldades da menina, as investigações não avançaram.

Após insistir, Christina decidiu transferir Faye para o Hospital Derriford, que a encaminhou ao renomado Great Ormond Street Hospital, onde, após uma longa espera de sete anos, o diagnóstico foi finalmente corrigido: distrofia muscular de Emery-Dreifuss (EDMD). Essa condição, classificada como uma doença hereditária progressiva, resulta em atrofia e fraqueza muscular, rigidez nas articulações e potencialmente problemas cardíacos, derivando de uma interrupção nos sinais elétricos do coração.

O tempo perdido é irreparável. Christina reflete sobre como a vida teria sido diferente se tivessem obtido o diagnóstico correto anos antes. Ela menciona que, caso sua filha não tivesse sido submetida a um tratamento desnecessário e doloroso, teriam tido mais oportunidades para viajar e desfrutar momentos juntos antes que Faye precisasse de uma cadeira de rodas.

A situação levou Christina a abrir uma conta no GoFundMe para arrecadar fundos necessários ao tratamento de Faye e, ao mesmo tempo, instaurar um processo contra o Hospital Infantil de Bristol. Sua luta não é apenas por justiça para sua filha, mas também um alerta sobre a importância da escuta e do diagnóstico adequado na medicina, lembrando que a percepção de uma mãe pode fazer toda a diferença em um tratamento.

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