Um ponto central na defesa de Monique foi a apresentação de um vídeo que mostrava interações afetuosas entre mãe e filho. O clipe, com duração de 2 minutos e 27 segundos, ilustrava um momento de descontração em que Henry respondia afirmativamente a perguntas de sua mãe, como a de saber se ela o amava. Nas cenas, Monique também lê para o menino um livro infantil que, segundo a defesa, era um dos seus favoritos. Florence Rosa, uma das defensoras de Monique, argumentou que a intensidade do vínculo materno era evidenciada até mesmo durante o velório, onde a mãe teria lido o mesmo livro para Henry, intenção que visava celebrar a memória do filho.
As reações emocionais de Monique durante a exibição do vídeo foram notórias. Sentada ao lado de seus advogados, ela não conseguiu conter as lágrimas, abraçou uma de suas defensoras e chegou a soluçar diante dos jurados, um registro que, sem dúvida, teve um impacto no júri.
Além do vídeo, a defesa também chamou a atenção dos jurados de forma impactante. No último dia do julgamento, o advogado Hugo Novais surpreendeu a todos ao abrir sua toga e revelar uma camiseta estampada com fotos de Monique e Henry, complementada pela frase “Sou testemunha do amor entre mãe e filho”. Esse gesto foi ecoado pelos familiares de Monique, que também vestiam camisas semelhantes, tornando-se um símbolo da luta pela sua exibição no tribunal.
A condenação de Jairinho e o perdão judicial a Monique representam um capítulo difícil de uma história que continua a ressoar nas mentes e corações da sociedade, levantando questões sobre a natureza do amor familiar, a responsabilidade parental e as complexidades do sistema de justiça.
