Mãe de Henry Borel é absolvida enquanto pai é condenado a 43 anos por homicídio em julgamento emocionante no Tribunal do Júri.

O caso de Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva, que culminou na trágica morte do menino Henry Borel em 2021, foi finalmente decidido após onze dias de intensos debates no 2º Tribunal do Júri. Com um desfecho que refletiu a complexidade do caso, Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Em contraste, Monique recebeu perdão judicial por homicídio culposo, um resultado que provoca ainda mais discussões sobre a culpabilidade e a dinâmica familiar na tragédia.

Um ponto central na defesa de Monique foi a apresentação de um vídeo que mostrava interações afetuosas entre mãe e filho. O clipe, com duração de 2 minutos e 27 segundos, ilustrava um momento de descontração em que Henry respondia afirmativamente a perguntas de sua mãe, como a de saber se ela o amava. Nas cenas, Monique também lê para o menino um livro infantil que, segundo a defesa, era um dos seus favoritos. Florence Rosa, uma das defensoras de Monique, argumentou que a intensidade do vínculo materno era evidenciada até mesmo durante o velório, onde a mãe teria lido o mesmo livro para Henry, intenção que visava celebrar a memória do filho.

As reações emocionais de Monique durante a exibição do vídeo foram notórias. Sentada ao lado de seus advogados, ela não conseguiu conter as lágrimas, abraçou uma de suas defensoras e chegou a soluçar diante dos jurados, um registro que, sem dúvida, teve um impacto no júri.

Além do vídeo, a defesa também chamou a atenção dos jurados de forma impactante. No último dia do julgamento, o advogado Hugo Novais surpreendeu a todos ao abrir sua toga e revelar uma camiseta estampada com fotos de Monique e Henry, complementada pela frase “Sou testemunha do amor entre mãe e filho”. Esse gesto foi ecoado pelos familiares de Monique, que também vestiam camisas semelhantes, tornando-se um símbolo da luta pela sua exibição no tribunal.

A condenação de Jairinho e o perdão judicial a Monique representam um capítulo difícil de uma história que continua a ressoar nas mentes e corações da sociedade, levantando questões sobre a natureza do amor familiar, a responsabilidade parental e as complexidades do sistema de justiça.

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