O presidente venezuelano recordou que, até o momento, teve apenas um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, que ocorreu no final de novembro do ano passado. De acordo com Maduro, essa interação não resultou em avanços concretos, embora Trump tenha mencionado posteriormente que a conversa havia ocorrido. Para ele, é fundamental que qualquer conversa sobre narcotráfico seja levada a sério, considerando a emergência desse problema que afeta ambos os países.
Além disso, na mesma entrevista, Maduro abordou uma preocupação crescente sobre a segurança do seu país diante de tentativas supostas de intervenção militar dos EUA. Ele tranquilizou a população, afirmando que a Venezuela está em paz e que o povo se encontra seguro. Essa declaração surge em meio a um aumento das operações norte-americanas no mar do Caribe, onde embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico têm sido alvo de ataques. Desde setembro, segundo dados de autoridades americanas, mais de 100 pessoas perderam a vida nessas operações, levantando ainda mais preocupações sobre o impacto das ações militares na região.
Maduro enfatizou a importância de uma abordagem cooperativa para combater o narcotráfico e convidou os EUA a se unirem nessa luta. Ele acredita que a colaboração pode trazer benefícios para ambos os lados, em vez de intensificar a hostilidade. Esse apelo por diálogo ocorre em um contexto de crescente tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos, que tem sido marcado por acusações mútuas e ações militares.
Assim, a posição de Maduro reflete uma tentativa de encontrar um caminho para a desescalada, mas também destaca as complexas dinâmicas geopolíticas que permeiam a relação entre Caracas e Washington. Em meio a esse panorama, a proposta de diálogo sobre o narcotráfico revela a urgência de uma solução colaborativa para um problema que transcende fronteiras.







