Caso o presidente venezuelano seja julgado e condenado, ele poderá enfrentar penas severas, incluindo a possibilidade de prisão perpétua, já que as legislações dos estados norte-americanos preveem punições rigorosas para crimes dessa natureza. É importante destacar que este julgamento ocorre em um contexto onde o sistema judicial americano está preparado para lidar com processos envolvendo réus internacionais, o que levanta questões sobre a jurisdição e a legislação aplicável.
Especialistas em direito internacional, como Wagner Parente, indicam que o decorrer do processo provavelmente não incorrerá em disputas jurídicas sobre jurisdição, uma vez que ele se desenrolará inteiramente sob as leis dos Estados Unidos. A postura histórica dos EUA em relação à Corte Internacional de Justiça também é um fator crucial. Os Estados Unidos não reconhecem sua jurisdição em muitos casos, preferindo que as questões legais sejam resolvidas dentro de seu próprio sistema judiciário. Isso é refletido, segundo Parente, nas declarações de lideranças passadas, como do ex-presidente Donald Trump, que reforçaram essa posição.
O julgamento de Maduro pode ter repercussões não apenas para o presidente venezuelano, mas também para a dinâmica das relações internacionais, especialmente entre a Venezuela e os Estados Unidos. Observadores ressaltam que um veredito desfavorável para Maduro poderá intensificar as já tensas relações bilaterais e provocar novas reações dentro dos próprios Estados Unidos e na Venezuela, onde a situação política é marcada por polarizações e disputas internas. O processo judicial, portanto, não é apenas um teste para a justiça americana, mas também um reflexo das complexas interações entre nações em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado.







