Durante um evento em Caracas, Maduro declarou: “Nem sanções, nem bloqueios, nem guerra psicológica, nem cerco. Não conseguiram, nem conseguirão. Não há forma de entrarem na Venezuela.” Essa fala reflete a postura desafiadora do líder venezuelano, que insiste na resiliência de seu governo perante pressões externas.
A recente movimentação da Marinha dos Estados Unidos, que enviou pelo menos sete navios à costa da Venezuela, incluindo destróieres e um submarino nuclear, alegadamente para combater o narcotráfico, tem sido um ponto central de preocupação para Caracas. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo dos EUA está disposto a utilizar “todos os elementos de poder” para proteger o país das drogas. Neste contexto, muitos países da região, segundo ela, teriam apoiado as operações antidrogas norte-americanas.
Em resposta, a Missão Permanente da Venezuela na ONU denunciou a escalada das ações militares e as ameaças dos EUA, solicitando a cessação imediata do envio de forças militares e garantindo que não haverá uso de armas nucleares na região. O governo venezuelano também pediu a convocação de consultas urgentes sobre a situação, envolvendo a Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina.
Maduro ainda salientou que seu governo não busca criar um poder militar para agredir outros países e garantiu que a Venezuela não possui armas atômicas ou submarinos nucleares, reiterando sua posição de não ameaçar nações vizinhas. A declaração de Maduro estabelece um tom de firmeza e de defesa da soberania venezuelana em face das pressões internacionais, enquanto o país continua a enfrentar desafios internos e externos significativos.