A repatriação ocorreu após a facilitação do governo de Honduras, que organizou o transporte dos venezuelanos de Guantánamo até seu território, de onde foram levados de volta à Venezuela. Maduro também utilizou a oportunidade para criticar a forma como os Estados Unidos lidam com os imigrantes e denunciou o tratamento que os deportados teriam recebido durante sua detenção, mencionando relatos de maus-tratos e condições desumanas.
O presidente também se referiu ao desaparecimento de um dos deportados, que não foi identificado entre os 176 que desembarcaram na Venezuela, levantando questões sobre o motivo desse desaparecimento. Além disso, Maduro criticou o que considera uma campanha externa contra a imagem do país, fazendo alusão a narrativas que associam os deportados a grupos criminosos, como o Tren de Aragua. Ele afirmou que essa facção foi desmantelada pelas autoridades venezuelanas, ressaltando a luta do governo contra o crime organizado.
Durante seu discurso, Maduro reafirmou o compromisso do governo venezuelano em cuidar da situação jurídica dos repatriados e combateu a ideia de que eles seriam parte de um movimento terrorista, sustentando que o Brasil e outros países da região estão fazendo esforços para retratar a Venezuela sob uma luz negativa. Assim, o episódio da repatriação desses venezuelanos não só ilustra os desafios da imigração na América Latina, mas também reflete as tensões persistentes nas relações da Venezuela com os Estados Unidos e seus aliados.





