Durante seu discurso, Maduro exclamou que a Venezuela não deseja “a paz dos escravos”, enfatizando a busca por uma paz que preserve a soberania, igualdade e liberdade do país. Ele foi enfático ao afirmar que o povo venezuelano nasceu para vencer, e não para ser subjugado, ressaltando o compromisso com a luta pela autonomia nacional.
Após dias de rumores sobre sua ausência não planejada da cena pública, o líder chavista se apresentou diante das câmeras, dissipando especulações sobre sua possível fuga em meio à escalada de hostilidades. A presença de Maduro ocorre no contexto de uma reunião iminente entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu Conselho de Segurança Nacional, onde a situação venezuelana deve ser uma das pautas principais.
Na mesma semana, Maduro enviou uma carta à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), acusando os EUA de fazer ameaças explícitas e de tentar apropriar-se das imensas reservas petrolíferas da Venezuela. Embora o governo americano insista que suas operações na região buscam combater o narcotráfico, Maduro acredita que o verdadeiro objetivo é desestabilizar seu governo e tomar controle dos recursos naturais do país.
Em complemento, Yván Gil Pinto, ministro das Relações Exteriores, reiterou que a Venezuela permanecerá firme na defesa de seus recursos. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, também se manifestou, classificando as ações dos EUA como “assassinatos” após a confirmação de que cidadãos venezuelanos foram mortos em ataques a barcos suspeitos de narcotráfico desde setembro. Rodríguez anunciou que seu parlamento criará uma comissão especial para investigar essas mortes.
A escalada de tensões no Caribe resulta em um cenário desafiador para a Venezuela, que, segundo estimativas, já deixou pelo menos 83 mortos nas operações americanas. A retórica aquecida de Maduro, com apelos à resistência e à soberania, reflete a real necessidade do governo de consolidar seu apoio interno em tempos tumultuados.
