Os eventos trágicos ocorreram na noite de 10 de outubro do ano passado, mas a denúncia só chegou à polícia recentemente, em 15 de janeiro. Foi a mãe da criança quem, em um momento de desespero, se dirigiu ao 78º Distrito Policial após receber um telefonema do pai do menino, informando sobre a emergência de saúde do filho. A criança foi internada por três dias, e durante esse período, os médicos identificaram um “iminente risco de vida”.
Ao registrar um boletim de ocorrência, meses depois do incidente, a mãe apresentou uma série de evidências preocupantes. Entre elas, laudos médicos que atestavam a gravidade da situação e um conteúdo audiovisual em que a madrasta aparece utilizando uma seringa para injetar uma substância não identificada na comida do garoto. Também foram entregues cópias de conversas em que o pai admitia que a companheira havia “colocado algo na comida” da criança, além de imagens de medicamentos que supostamente foram utilizados no ato, como Desogestrel, Etinilestradiol e Inzelm.
Inicialmente, a ocorrência foi tratada como maus-tratos. No entanto, o delegado responsável pelo caso, Denis Fernando Balsamo, avaliou a gravidade das ações e optou por tratar a situação como uma tentativa de homicídio. Em suas palavras, a forma cruel e metódica com que a substância foi aplicada à comida da criança demonstrava não apenas intenção de causar dano, mas também uma disposição de assumir o risco de provocar a morte.
O pedido de prisão temporária, que visa garantir a investigação e a segurança da criança, ainda aguarda resposta da Justiça. A situação levanta questões alarmantes sobre a dinâmica familiar e a necessidade de proteção às crianças em situações vulneráveis. Até o presente momento, o retorno da Secretaria da Segurança Pública sobre o andamento do caso ainda não foi recebido, mas a sociedade permanece atenta aos desdobramentos de um episódio tão perturbador.







