Escândalo em Campinas: Áudios Revelam Tortura Infantil e Agresões por Parte da Madrasta
Em um caso chocante que abalou a cidade de Campinas, São Paulo, surgem novas evidências que testemunham a rotina de tortura enfrentada por três crianças sob os cuidados de sua madrasta, Aline Fonseca de Castilho, de 40 anos. Áudios obtidos revelam as ameaças e o desprezo da mulher em relação aos menores, que passaram anos em um ambiente hostil e violento.
As gravações, feitas clandestinamente pela vítima mais velha, mostram diálogos perturbadores entre Aline e seu parceiro, Marcelo. “Eu não aguento mais essas crianças pedindo comida”, ela afirma, insensível às necessidades básicas dos pequenos. Em resposta, Marcelo sugere que Aline reaja com violência sempre que os meninos pedirem algo. “Dê um golpe quando eles pedirem”, instrui.
Em outro trecho alarmante da gravação, Aline menciona uma nova estratégia para lidar com a fome das crianças: colocá-las para dormir mais cedo. “Seu pai mandou eu dar um chute na cara de vocês toda vez que me pedirem comida”, ela diz, evidenciando um padrão de abuso que vai muito além de uma simples punição. As desumanizações das vítimas não param por aí; Aline demonstra claramente que considera as crianças como um fardo, perguntando retoricamente se ela tem “cara de comida”.
O impacto psicológico e físico desse abuso constante não pode ser subestimado. As crianças, além de sofrerem agressões, eram sistematicamente privadas de ver a mãe, uma condição que se tornou ainda mais grave depois que a mulher sofreu um grave acidente de carro, perdendo a guarda dos filhos. Relatos de uma fonte próxima à família indicam que a madrasta e o pai impediam os encontros, xingando a mãe diante dos filhos e punindo-os com agressões ao tentarem defendê-la.
Para escapar desse cenário aterrorizante, o filho mais velho decidiu documentar as atrocidades e enviou o material para a mãe, que, por sua vez, encaminhou as provas ao Conselho Tutelar e à polícia. Curiosamente, Aline construiu uma fachada pública de “mãe exemplar” em redes sociais, retratando uma família unida e feliz, enquanto a realidade era bem diferente.
A tragédia foi culminada por uma sentença contra Aline, que, em 13 de dezembro de 2024, foi condenada a seis anos de prisão por tortura, sendo considerada foragida. Os abusos ocorreram diariamente por quatro longos anos, de julho de 2017 a julho de 2021, revelando um ciclo de violência profundamente enraizado na dinâmica familiar.
Este caso serve como um alerta para a sociedade sobre a importância de monitorar e agir contra abusos infantis, ainda mais em contextos onde os agressores mantêm uma fachada enganosa. O bem-estar dessas crianças é uma prioridade que deve ser garantida a todo custo.







