Madonna Revela Desentendimentos com Universal Pictures Como Motivo do Cancelamento de Sua Cinebiografia e Novo Empreendimento com a Netflix

Madonna Explica o Cancelamento da Cinebiografia: Um Conflito Criativo com a Universal Pictures

A célebre cantora Madonna compartilhou, em uma entrevista, detalhes sobre o cancelamento de sua esperada cinebiografia, revelando que um desentendimento com a Universal Pictures foi o principal culpado por essa frustração. O estúdio, que havia conseguido a produção do filme em 2021 após uma acirrada competição entre várias empresas, contava com a artista como coautora do roteiro e diretora do projeto.

Durante o desenvolvimento da cinebiografia, diversos roteiristas de renome, como Diablo Cody e Erin Cressida Wilson, foram convidados a colaborar. Além disso, Julia Garner, conhecida por seu desempenho em “Ozark”, foi escolhida, em um processo de seleção bastante falado, para dar vida à Rainha do Pop nas telonas em 2022.

Madonna contou que dedicou um período considerável ao projeto, passando dois anos trabalhando no roteiro, além de mais dois anos colaborando com os produtores da Universal no desenvolvimento do orçamento e na seleção do elenco. No entanto, a partir desse intenso trabalho, surgiram desavenças em relação ao financiamento do filme. A artista afirmou: “Estou falando de uma vida extraordinária. Para retratar a minha história, é necessário um orçamento à altura”.

De acordo com a cantora, a Universal não conseguiu compreender o valor que seria necessário para a representação adequada de sua trajetória. Em meio a essa impasse, ela buscou formas de reduzir custos, inclusive explorando a possibilidade de filmar na Sérvia. Porém, a primeira reação da equipe foi de incredulidade quanto ao seu comprometimento em locar-se para o país. “Eles não acreditavam que eu ficaria mais de quatro dias lá”, desabafou. Sua resposta deixou claro que a intenção era mostrar sua realidade, e não há um mero passeio.

Após o colapso do projeto, Madonna se viu em um limbo criativo até ser contatada pela Netflix para desenvolver uma série autobiográfica. Contudo, essa nova empreitada encontrou seu próprio conjunto de desafios. “Foi um processo longo e complicado”, disse, referindo-se aos obstáculos de não poder utilizar o roteiro previamente elaborado para a Universal sem pagar uma quantia exorbitante.

A adaptação para o formato de série exigiu ainda uma compreensão da dinâmica da televisão, levando-a a se reunir com vários roteiristas em busca do showrunner ideal, o que estendeu o processo por meses. A artista revelou que, em meio a toda essa transição, se sentia grata por ter outros projetos em andamento, pois precisava continuar sua missão criativa.

A série que está sendo desenvolvida pela Netflix, sob a produção de Shawn Levy, promete explorar desde seus primeiros anos em Michigan até sua ascensão como ícone da música na Nova York dos anos 1980, abordando até o lançamento do aclamado álbum “Ray of Light”, de 1998. Entretanto, Julia Garner não estará envolvida nessa nova versão do projeto, deixando os fãs curiosos sobre como a história da artista será retratada nesse novo formato narrativo.

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