Macron visita Trump em Washington para incluir UE nas negociações de paz pela Ucrânia e prometeu aumentar investimento em defesa no encontro.

O presidente francês, Emmanuel Macron, embarca em uma missão diplomática crucial para Washington nesta segunda-feira, onde se encontrará com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump. O foco central da conversa será a inclusão da União Europeia (UE) nas negociações de paz relacionadas ao conflito na Ucrânia, um assunto que se tornou cada vez mais urgente no cenário internacional.

Durante o voo em direção à capital americana, Macron reafirmou seu compromisso de assegurar que “a segurança dos europeus seja garantida” nas próximas negociações. Ele pretende reforçar a ideia de que a UE não deve ser marginalizada nas discussões sobre a paz na Ucrânia. O presidente francês teve conversas preliminares com vários líderes europeus, incluindo o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, buscando estabelecer uma frente unificada em prol da paz na Ucrânia.

Macron está determinado a abordar três temas principais durante seu encontro com Trump, um gesto que reflete a relação “especial” entre os dois líderes, conforme descreveu o Palácio do Eliseu. O presidente francês espera que a inclusão da UE nas negociações considere os interesses europeus, uma questão que tem gerado tensões internas entre os membros do bloco. De fato, a sua visita segue após a realização de duas cúpulas emergenciais, nas quais Macon buscou alicerçar uma posição comum entre os países da UE. No entanto, a discordância sobre o envio de tropas de manutenção da paz para a Ucrânia continua a ser uma barreira significativa, com alguns países se manifestando a favor e outros, como Alemanha e Itália, se opõem.

Além de discutir a paz na Ucrânia, Macron tem outras prioridades, incluindo promessas de que a UE investirá mais em sua própria defesa, em linha com uma das exigências de Trump. O presidente francês também tem a intenção de abordar as tarifas alfandegárias impostas pelos EUA sobre produtos da UE, enfatizando que “aliados não devem prejudicar uns aos outros devido a tarifas”.

Entretanto, a difícil tarefa de Macron é amplificada pela percepção pública em seu país, uma vez que uma pesquisa recente indica que mais de 83% dos franceses duvidam de sua capacidade de convencer Trump a alterar sua postura em relação à inclusão da UE nas negociações. O clima de ceticismo é palpável também entre analistas, que afirmam que Trump poderá não estar disposto a ouvir as sugestões de Macron, dada sua visão divergente sobre a Rússia e a Ucrânia.

Com a iminente visita do primeiro-ministro britânico à Washington logo após o encontro de Macron, a atenção global permanecerá fixada nas interações entre essas potências na busca de uma resolução para o conflito ucraniano.

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