“Não há paz sem os europeus… Vocês podem negociar sem os europeus, se preferirem, mas isso não trará a paz à mesa de negociações. É por essa mesma razão que decidi estabelecer um canal de comunicação direto com a Rússia, com total transparência para a Ucrânia, nossos parceiros europeus e nossos aliados americanos”, declarou o líder francês, sublinhando a importância da colaboração e da transparência nas discussões sobre a paz.
Macron também convocou seus colegas europeus a reavaliarem a arquitetura de segurança no continente, afirmando que a geografia europeia permanecerá inalterada e, portanto, a segurança deve ser compartilhada e discutida em conjunto. Ele ressaltou que a UE desempenhou um papel crucial ao evitar a escalada do conflito com a Rússia, abstendo-se de enviar tropas para a Ucrânia, e reafirmou o compromisso europeu com esse princípio fundamental.
As declarações de Macron foram recebidas com interesse e um certo grau de apreensão em Moscou. Kirill Dmitriev, chefe da delegação russa nas negociações com os Estados Unidos, reagiu afirmando que essa mudança de tom por parte da Europa pode indicar um novo desejo de cooperação, embora a realidade ainda seja complexa.
Além de Macron, outros líderes europeus, como o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também expressaram apoio ao diálogo entre a Europa e a Rússia, cada um à sua maneira. Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, mencionou que, embora o país não desista das tentativas de negociação, um consenso com os atuais líderes europeus pode ser um objetivo difícil de alcançar.
Esses desdobramentos indicam um potencial ponto de inflexão nas relações entre a Europa e a Rússia, levantando expectativas sobre o futuro das discussões de paz e a segurança regional.







