Durante sua fala, Macron destacou a importância de os europeus estarem prontos para enfrentar desafios futuros, sugerindo que é necessário criar um espaço para conversas que envolvam não apenas a Europa, mas também Moscou. Ele citou que a atual estrutura de negociações, onde representantes dos Estados Unidos dialogam diretamente com a Rússia, sem a participação europeia, não é a abordagem mais adequada. Segundo Macron, isso geraria um distanciamento das questões fundamentais que o continente europeu precisa lidar.
Além disso, o francês reiterou sua proposta de retomar o diálogo com a Rússia, uma iniciativa que não surge como novidade, uma vez que Macron já havia feito comentários semelhantes anteriormente. Sua proteção da inclusão de Moscou nas discussões é vista como uma tentativa de restabelecimento de laços que, segundo ele, poderiam ser benéficos tanto para a segurança quanto para a prosperidade europeia.
A resposta da Rússia, por meio de sua porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, foi cética. Maria Zakharova descreveu as declarações de Macron como um “jogo da tampinha”, insinuando que elas não refletiam profundidade política, mas sim uma superficialidade que não correspondia à gravidade da situação. Zakharova insinuou que, naquela estrutura, o diálogo real poderia ser evado, o que levanta preocupações acerca da sinceridade das intenções de Macron.
Cabe destacar que estas conversas sobre segurança ocorrem em meio a planejamentos militares britânico e francês para a criação de bases nas proximidades da Ucrânia, o que foi declarado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Ele mencionou a construção de depósitos para a Forças Armadas ucranianas, caso um cessar-fogo seja alcançado. As declarações de Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, enfatizam que a presença de tropas da OTAN em solo ucraniano será considerada uma ameaça inaceitável.
Dessa forma, as tensões permanecem elevadas enquanto a Europa se prepara para um potencial diálogo com a Rússia, que requer não apenas disposição, mas também um entendimento adequado das suas complexidades político-militares. Isso poderá influenciar decisivamente o futuro da segurança coletiva na região e as relações entre os países envolvidos.







