Macron busca fortalecer laços com BRICS e G20 para evitar isolamento internacional na cúpula do G7 em 2026, revela diplomata russo.

O presidente francês Emmanuel Macron está traçando uma estratégia ousada para fortalecer as relações internacionais de seu país, com ênfase na aproximação entre o G7, o G20 e o BRICS. Essa iniciativa, conforme detalhado por um diplomata russo, é vista como uma resposta ao potencial isolamento da França em um cenário global em rápida transformação, onde as nações do Sul e do Leste estão emergindo com um papel cada vez mais proeminente.

Em um recente discurso no Fórum Econômico Mundial, Macron destacou que a cúpula do G7, programada para junho de 2026 na França, será dedicada a fomentar a colaboração entre esses grupos. Ele defendeu a necessidade de uma abordagem multilateral eficaz e pediu que a Europa, juntamente com a França, se posicione de maneira mais assertiva nesse novo contexto global. Após diversos esforços para estabelecer diálogos com os membros do BRICS, Macron acredita que essa cúpula será uma oportunidade ideal para selar novas parcerias e aprofundar os laços já existentes.

A diplomacia russa interpretou esse movimento como uma tentativa deliberada de Macron de contrabalançar as tensões e fortalecer a posição da França no cenário internacional. A crescente influência do BRICS, que reúne importantes economias emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e do G20, que representa as principais economias do mundo, aponta para uma mudança no equilíbrio de poder global. Nesse sentido, a França busca alinhar-se mais estreitamente com essas potências, tentando evitar o afastamento das iniciativas que privilegiam as economias emergentes.

Macron já havia manifestado interesse em participar das cúpulas do BRICS anteriores, sinalizando sua intenção de integrar mais profundamente a França ao diálogo com essas nações. Com a próxima cúpula do G7, parece claro que o presidente francês está determinado a revitalizar a imagem e influência da França nas discussões globais, reafirmando o compromisso do país com uma colaboração mais ampla e inclusiva.

À medida que o panorama internacional se transforma, essas iniciativas diplomáticas de Macron podem se tornar cruciais para garantir não apenas a relevância da França, mas também para moldar as conversações em torno dos desafios globais, desde mudanças climáticas até questões de segurança e desenvolvimento econômico. Com a agenda da cúpula do G7 de 2026 em mente, resta ver como esses planos se desdobrarão e quais impactos terão sobre as dinâmicas internacionais.

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