O transporte da droga, que foi inicialmente armazenada na Cidade da Polícia, na Zona Norte, ocorreu sob rigoroso esquema de segurança. As autoridades mobilizaram veículos blindados e até aeronaves das polícias Militar e Civil para garantir que os caminhões, que continham a carga ilícita, chegassem ao local de incineração sem incidentes. Para isso, foi necessário interditar diversas vias durante o percurso, um indicativo da seriedade da operação e da ameaça que essa quantidade de droga representava, especialmente em áreas dominadas pelo tráfico.
A operação envolveu um total de 68 agentes de segurança: 46 policiais militares do Comando de Operações Especiais e 22 policiais civis. O capitão Martires, representante do Batalhão de Ações com Cães (BAC), ressaltou que o planejamento logístico do transporte foi meticuloso, considerando a magnitude da apreensão, a maior do tipo já registrada no Brasil. “Devido ao volume e à localização do trajeto, precisávamos garantir que o comboio estivesse protegido contra possíveis ataques”, explicou o capitão, evidenciando a própria natureza arriscada da missão.
A incineração da maconha não foi um processo simples, como destacou Luciene Dias, perita do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. Segundo ela, a complexidade do procedimento é elevada, mas a equipe conseguiu realizar a queima em um tempo recorde, completando o serviço de forma eficaz e segura. O foco persiste: o restante da droga apreendida está programado para ser incinerado entre os próximos dias, encerrando mais uma etapa na luta contra o tráfico de drogas e suas ramificações na sociedade.






