Durante a inspeção, foram documentados diversos problemas na estrutura física, como macas e poltronas rasgadas, exibindo o interior dos equipamentos, e metal com pintura deteriorada. Tomadas elétricas sem revestimento também foram encontradas, representando um sério risco de choque elétrico. Parte do teto apresenta grandes aberturas, com forro danificado, revelando vigas de madeira e fiações desprotegidas. Infiltrações e manchas de mofo, principalmente no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), foram identificadas, levantando preocupações devido ao alto risco de infecção dos pacientes com lesões graves.
Entre os problemas mais críticos, todos os elevadores do hospital estavam inoperantes, afetando a locomoção de pacientes, especialmente aqueles em macas e cadeiras de rodas. A ausência de manutenção adequada e a falta de equipamentos, como dosímetros para medir exposição à radiação, foram destacados. Medicamentos abertos sem etiquetas de validade e injetáveis preparados em seringas abertas foram encontrados, evidenciando lapsos graves de controle e segurança.
A equipe de fiscalização também relatou inúmeras deficiências, incluindo rachaduras no piso, portas quebradas, banheiros danificados e falta de equipamentos básicos como lixeiras adequadas e álcool em gel.
Em resposta, a Prefeitura de Maceió, via Vigilância Sanitária, notificou o hospital para corrigir todas as irregularidades em 30 dias, sob pena de aplicação de multa. Este cenário acende um alerta sobre a necessidade urgente de intervenções para assegurar a segurança e o bem-estar dos pacientes no HGE.
