Em uma capacitação realizada na Escola Nosso Lar, merendeiras de cinco unidades de ensino participaram do projeto-piloto denominado “Sururu na escola: inclusão e nutrição”. As escolas contempladas, entre elas a Nosso Lar e a Deraldo Campos, aprenderam a incorporar o sururu em diversas preparações culinárias, como moqueca e macarronada, sob a orientação da gastróloga Raquel Vieira.
Segundo Raquel, o objetivo é apresentar o sururu de forma diversificada e saborosa, utilizando ingredientes como gengibre e pimenta de cheiro para enriquecer as receitas sem comprometer o paladar infantil. A coordenadora-técnica de Nutrição e Segurança Alimentar da Semed, Ana Denise Cotrim, esclareceu que o alimento será introduzido inicialmente em maio, com a aquisição de 280 quilos por mês, atendendo três mil alunos.
A adoção do sururu também é fruto de uma estratégia bem elaborada, que segue diretrizes de qualidade e segurança alimentar. Além disso, a iniciativa se alinha com a Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos (Catrapovos), visando fomentar a economia local através da compra direta de produtores como a Coopmaris.
Com expectativas de incrementar a renda das marisqueiras de R$ 2,5 mil para cerca de R$ 13 mil mensais, o projeto tem repercussão econômica promissora. Mais do que um impacto financeiro, a ação reafirma a identidade cultural alagoana nas escolas, aproximando os estudantes de suas raízes regionais e promovendo uma educação alimentar sensível à realidade local. Os resultados desse projeto-piloto poderão abrir caminho para que o sururu tenha um lugar fixo no cardápio escolar, ampliando seu alcance em Maceió.







