Nascida na Paraíba, China perdeu seus pais na infância e teve uma vida marcada por fome, violência e drogas. Sem nunca ter frequentado uma escola antes, chegou a Maceió aos 15 anos, acreditando que o estudo não fazia mais parte de seu destino. No entanto, a pergunta aparententemente simples de uma amiga, sobre seu maior sonho, reascendeu sua esperança: aprender a ler e escrever.
Foi a partir deste desejo que ela se juntou à Ejai Diversidade, uma iniciativa que abraça pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo profissionais do sexo e pessoas trans. “Foi um caminho cheio de desafios”, relembra China, que enfrentou preconceito e descrença ao ingressar na escola. Ainda assim, ao vestir um uniforme escolar pela primeira vez, ela chorou de emoção. “Cada palavra aprendida é uma vitória”, comemora.
A educação trouxe a Cristiana não só autonomia, mas uma renovação de autoestima. Agora capaz de se locomover sozinha, ela sonha em concluir um curso de Direito para, um dia, defender suas colegas e aqueles que vivem nas ruas. Esse relato é um testemunho do impacto de políticas públicas que promovem inclusão e dignidade. A história de Cristiana não é apenas sobre aprender a ler e escrever, mas sobre se tornar visível em um mundo que a ignorou por tanto tempo.
A Prefeitura de Maceió continua oferecendo vagas para interessados na Ejai, promovendo, além da alfabetização, cursos de iniciação profissional que ampliam as chances de inserção na vida profissional. Com um futuro agora repleto de possibilidades, Cristiana simboliza a força da educação como ato de resistência e justiça social.






