A Prefeitura de Maceió, através do programa Saúde da Gente, inicia mais uma série de atendimentos na periferia da cidade, desta vez levando os serviços de saúde ao Conjunto Aprígio Vilela, localizado no Benedito Bentes. As atividades se estenderão até o dia 27 de julho, o que significa duas semanas de suposto benefício para a população local.
Para ter acesso aos serviços, os moradores são obrigados a apresentar documento com CPF e cartão do SUS, exigência que mostra a burocracia e falta de agilidade do sistema. Os atendimentos ocorrem das 8h às 20h, um horário que pode ser inadequado para muitos trabalhadores que precisam se deslocar para outras regiões da cidade.
A oferta específica de atendimento para homens é limitada, com clínico geral, dentista, oftalmologista, exames laboratoriais e vacinação. Já as mulheres têm à disposição consultas ginecológicas e clínicas, exames de citologia e ultrassom, atendimento psicológico e orientações sobre pré-natal e planejamento familiar. A abordagem para crianças inclui vacinação, atendimento pediátrico, coleta de exames e orientação sobre testes importantes para a saúde infantil.
A Saúde Mental é tratada de forma secundária, com serviços descentralizados e limitados às clínicas itinerantes de Saúde da Mulher e Saúde Infantil. A desordem e falta de estrutura ficam evidentes, mostrando a precariedade do atendimento mental na cidade.
Além disso, o programa Saúde nas Grotas, que visa atender moradores de áreas mais carentes, mostra-se deficiente ao disponibilizar serviços no Centro de Atendimento ao Turista, na Ponta Verde, uma região mais turística e de maior poder aquisitivo. A presença nas comunidades periféricas parece ser insuficiente e pontual, sem garantias de atendimento contínuo e efetivo.
Em resumo, o programa Saúde da Gente parece ser mais uma medida paliativa e superficial da prefeitura de Maceió, que não contempla de forma eficaz as demandas reais da população, mostrando a falta de planejamento e comprometimento com a saúde pública local.
