A sala é um verdadeiro laboratório sensorial, onde diversas tecnologias, como iluminação multicolorida e som de alta performance, são ajustáveis via tablet, permitindo personalizar a experiência para cada paciente. Entre as inovações estão simulações de condições climáticas, como chuva e vento, e equipamentos como tubos sensoriais e piscina de bolinhas, tudo para trabalhar a autorregulação e reduzir a ansiedade.
Prevista para iniciar atendimentos em maio, a Casa do Autista terá capacidade para realizar cerca de seis mil atendimentos mensais para jovens de até 17 anos. Além da Sala de Integração Sensorial, a estrutura inclui um jardim sensorial, mini cidade, piscina e parque inclusivo, buscando preparar os pacientes para o cotidiano de forma imersiva e segura.
Além das instalações físicas, o centro oferecerá um leque abrangente de serviços terapêuticos e médicos, incluindo neuropediatria, psiquiatria infantil, e terapias como musicoterapia. As famílias dos pacientes terão também um papel ativo no tratamento, com espaços pensados para facilitar o envolvimento e a orientação.
Camila Porciúncula, diretora-presidente da organização Maceió Saúde, responsável pela administração da Casa, enfatiza o compromisso com a qualidade e a excelência, replicando o modelo de gestão que levou o Hospital da Cidade à certificação ONA Nível 3. Ela reafirma o papel crucial das famílias neste processo, garantindo que pais e mães estejam integrados nas terapias.
O acesso aos serviços da Casa será regulado pela Secretaria Municipal de Saúde, integrando-se à rede existente e visando a ampliação dos atendimentos especializados. Com esses investimentos, Maceió dá um passo significativo no cuidado humanizado e inovador para crianças e adolescentes com autismo.
