Após Maceió, as cidades que apresentaram as maiores altas foram Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). Em contraposição, as reduções mais acentuadas foram registradas nas capitais da região Norte, com Porto Velho à frente (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
Entre os principais fatores que contribuíram para o aumento dos preços em Maceió, destaca-se a carne bovina, que teve alta em 25 capitais, impulsionada por uma demanda crescente tanto interna quanto externa, em conjunto com uma oferta restrita. A batata também contribuiu para a elevação dos custos, com variações em quase todas as capitais, exceto em Porto Alegre, onde houve uma queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, por exemplo, o aumento no preço da batata chegou a 24,10%, refletindo os impactos das chuvas e o fim da colheita.
Apesar da alta registrada, a cesta básica mais dispendiosa do país ainda pertence a São Paulo, com um custo médio de R$ 845,95. Em sequência, aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica apresenta diferenças, os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).
Baseado na cesta mais cara, a análise estima que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.106,83 em dezembro, o que equivale a 4,68 vezes o salário-mínimo vigente de R$ 1.518,00. Essa discrepância evidencia a crescente diferença entre o rendimento oficial e o custo real de vida no Brasil, ressaltando a urgência de políticas que promovam a adequação do salário às necessidades básicas da população.
