Maceió Reforça Alerta Sobre Esquistossomose: Entenda os Riscos e Como se Proteger da Doença Transmitida por Caramujos

A Secretaria de Saúde de Maceió, por meio de sua Coordenação de Vigilância das Doenças e Agravos Transmissíveis e Não Transmissíveis, emite um alerta à população sobre a Esquistossomose, uma infecção ainda prevalente em várias regiões do Brasil. Esta condição demanda atenção redobrada em relação à prevenção, diagnóstico e tratamento.

Comumente conhecida como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”, a Esquistossomose é provocada pelo parasita Schistosoma mansoni. A infecção ocorre quando as pessoas têm contato com água doce contaminada por cercárias do verme, que são liberadas por caramujos infectados, os quais desempenham o papel de hospedeiros intermediários no ciclo de transmissão da doença.

A infecção se inicia quando um indivíduo infectado elimina os ovos do parasita nas fezes, que, ao caírem em corpos d’água, liberam larvas conhecidas como miracídios. Estas larvas infectam caramujos do gênero Biomphalaria. Após um período de incubação de cerca de quatro semanas, as cercárias são liberadas na água e podem penetrar na pele humana, dando início à infecção.

Os sintomas da Esquistossomose variam de acordo com a fase da doença. Na fase aguda, as pessoas podem experimentar febre, tosse, dor de cabeça, sudorese, calafrios, fraqueza, falta de apetite, dores musculares e diarreia. Se não tratada, a doença pode evoluir para um quadro crônico, que inclui diarreia persistente, presença de sangue nas fezes, tontura, emagrecimento e o aumento do abdômen, condição singelamente chamada de “barriga d’água”.

Vários fatores contribuem para a transmissão da Esquistossomose, como a presença de caramujos em rios, lagoas e outros corpos d’água; o contato com água contaminada durante atividades de lazer ou no dia a dia; e a carência de acesso a água potável e saneamento básico. É importante salientar que a doença não discrimina, podendo afetar qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero ou condição socioeconômica.

O diagnóstico adequado é realizado por meio de exames laboratoriais de fezes, que detectam a presença dos ovos do parasita. O tratamento é simples e eficaz, utilizando o medicamento Praziquantel, que é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Maria Amália, técnica da Coordenação de Vigilância, sugere algumas medidas práticas para a prevenção da doença, como evitar contato com águas de rios e lagoas que possam abrigar caramujos, evitar práticas de natação ou lavagem de roupas em locais suspeitos, e manter boas práticas de higiene, como lavar as mãos após o uso do banheiro e garantir que a água consumida seja filtrada ou fervida.

Para mais informações, a população é orientada a procurar uma Unidade Básica de Saúde próxima. A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a informação e a prevenção são essenciais para proteger a saúde da comunidade. A sua atuação contínua na vigilância e combate à Esquistossomose é fundamental para conter a disseminação da doença.

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