O lançamento do projeto contou com a participação da Professora da Semed, Isanês Cajé, do representante do Instituto Negro de Alagoas (Ineg), Obá Eniolá, e de representantes da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), Jônatas Menezes e Synthya Maia.
Durante o evento, os palestrantes ressaltaram a importância do Letramento Racial no combate ao racismo, especialmente dentro das escolas, que são vistas como lugares de produção e reprodução de práticas racistas. “Precisamos trazer a referência África para as escolas, retirar a linguagem colonial e conceber a ideia de consciência racial atrelada à produção e reprodução das práticas racistas, que são responsáveis pela marginalização do povo negro. A Lei 10.639 foi estabelecida há 20 anos e muitos professores não sabem o que é isso”, pontuou Obá Eniolá.
O letramento racial é mais do que uma tendência educacional, é um passo crucial em direção à justiça social e ao fortalecimento da comunidade escolar, de acordo com o coordenador de Técnicas de Ações Educacionais de Direitos Humanos e Cidadania da Semed, Luciano Amorim.
Durante a Bienal do Livro, foram realizadas discussões sobre direitos humanos, cidadania e justiça social com os alunos da rede, professores, equipe gestora e sociedade em geral. Esse diálogo foi o início do desenvolvimento do Projeto Ubuntu nas escolas da rede municipal. A proposta é avançar na rede para pensar sobre o racismo, a negritude e a estrutura social do Brasil nas escolas, creches e no Ensino de Jovens e Adultos.
O Projeto Ubuntu visa a formação dos profissionais de educação por meio de oficinas específicas no formato de mandala, que proporcionam intervenções em espaços da rede municipal. O objetivo é acolher uma maioria que compõe a rede de ensino e institucionalizar um currículo que respeite a legislação.
As formações nas oficinas de mandala não se limitarão apenas aos professores e equipes pedagógicas, elas também serão ampliadas para intervenções com as crianças, acompanhamento escolar e fortalecimento dos movimentos sociais. O projeto tem como objetivo garantir uma política orgânica que aborde o letramento racial no município. As ações terão início em setembro.
O Projeto Ubuntu surge como uma importante iniciativa para promover a inclusão e valorização da diversidade racial no ambiente escolar. Através do letramento racial, pretende-se combater o racismo e criar espaços mais justos e igualitários nas escolas.





