Graças ao projeto, Luana, de 41 anos, agora desfruta de algo antes inacessível: dignidade. Hoje ela recebe um salário fixo e, com ele, consegue fazer compras no supermercado e pagar suas contas. “O Praça é Massa nos dá essa oportunidade”, diz ela, ressaltando a importância de poder estudar sem precisar escolher entre o conhecimento e a alimentação.
O programa, lançado em 2025, já acolheu 330 pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo capacitações em zeladoria e jardinagem. A formação, que dura 12 meses, inclui aulas práticas em locais como o Parque Municipal, onde Luana e Marcelo trabalham e aprendem há três meses. Além da bolsa de um salário mínimo e vale-transporte, os participantes em situação de rua também recebem aluguel social.
Para Luana, uma mulher trans, o programa ultrapassa barreiras sociais, tornando todos iguais perante as oportunidades. No Brasil, segundo dados recentes, 32 mil pessoas em situação de rua se identificam como transgênero, agravadas pela discriminação e dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Marcelo, por sua vez, destaca-se ao contrariar estereótipos comuns entre a população de rua. “Nunca gostei de álcool ou drogas”, afirma ele, orgulhoso de sua nova rotina ao lado de Luana, incluindo as tarefas domésticas e os cuidados com seus passarinhos.
O Praça é Massa representa um recomeço para Luana e Marcelo, que agora vislumbram um futuro próspero e livre das tristes estatísticas que anteriormente os definiam. A iniciativa da Prefeitura de Maceió não só transforma vidas, mas também redefine o conceito de bem-estar e inclusão social na cidade.





