MACEIÓ! Polícia Federal Deflagra Nova Fase da Operação Contra Fraudes Milionárias em Pensões do INSS em Alagoas

No decorrer desta terça-feira, 19 de novembro, a Polícia Federal, em colaboração com a Coordenação de Inteligência da Previdência Social, avançou na investigação de um esquema de fraude que assola o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Trata-se da segunda fase da Operação Geração Espontânea, cujo objetivo é desmantelar um elaborada conspiração que vem ludibriando o sistema previdenciário por meio da concessão fraudulenta de pensões por morte.

Ao proceder com a operação, a Polícia Federal mira um esquema intrincado que envolve a distribuição de pensões a supostos dependentes menores, os quais, na realidade, não existem. As investigações culminaram na descoberta de um método meticuloso utilizado para manipular o sistema. Segundo os relatos, diversos cadastros pertencentes a segurados falecidos no Regime Geral de Previdência Social foram selecionados de modo premeditado. Esse processo dependia, entre outros fatores, do auxílio interno de um servidor do INSS que facilitava o acesso e manipulação dos cadastros.

Com um instituidor de pensão definido, o grupo criminoso avançava para recrutar indivíduos, principalmente mulheres, para atuar como mães fictícias de filhos imaginários. A fraude ganhava legitimidade através de certidões de nascimento falsificadas para criar, documentalmente, um vínculo entre os supostos dependentes e o segurado falecido. Além das mensalidades inerentes às pensões, a quadrilha também lucrava com créditos retroativos que eram sistematicamente desviados em seu favor.

As atividades de hoje dirigiram-se ao cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, o que resultou em ações nas cidades alagoanas de União dos Palmares e Maceió. Os mandados, deferidos pela 7ª Vara Federal de Alagoas, abrangem também uma medida cautelar alternativa à prisão, sinalizando o esforço contínuo da Justiça em reprimir tais transgressões.

Numa análise mais ampla dos danos causados, identificou-se que a fraude resultou em um impacto financeiro além de R$ 12,9 milhões ao erário público. Vale salientar que, na fase inicial da investigação, cerca de 119 pensões suspeitas foram identificadas, das quais 75 foram interrompidas para mitigar o prejuízo em curso. A previsão é que a revisão dos casos suspeitos pelo INSS economize aproximadamente R$ 10,2 milhões em pagamentos futuros. A operação segue em curso, reafirmando o compromisso das autoridades em resguardar o sistema previdenciário brasileiro de fraudes.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo