Conforme destacou Joelma Presciliano, coordenadora do AEPETI, a discussão sobre abuso e exploração sexual deve ser amplamente compartilhada. “Estamos aqui devido a algo que ocorreu há 52 anos, em memória da menina Araceli. Mesmo após tanto tempo, nossas crianças ainda estão vulneráveis, e é nossa responsabilidade protegê-las”, afirmou.
A palestra proporcionou ao público feminino uma compreensão aprofundada sobre abuso e exploração sexual, incluindo os perigos nas redes sociais, a identificação de sinais de abuso e suas consequências na saúde mental e física. Estratégias de proteção e orientações sobre como denunciar tais abusos também foram abordadas.
Dona Maria Cícera, de 74 anos, destacou a relevância do encontro. Atenta, ela fez várias perguntas e ressaltou a importância de estar vigilante aos sinais emitidos pelas crianças. “Aprendi que, além de cuidar, é fundamental ouvir. Os pais, avós e responsáveis devem estar sempre alertas”, enfatizou.
Patrícia Lima, coordenadora do Cras Cacilda Sampaio, destacou a importância da iniciativa. “É um tema crucial e precisa ser discutido. Convidamos grupos de todas as idades para refletir e, com conhecimento, apoiar o combate a esses crimes”, afirmou.
Neste contexto, o dia 18 de maio ganha relevância como data de conscientização. Rememoramos o caso de Araceli Crespo, menina de 8 anos brutalmente assassinada em 1973, cujo crime ainda permanece sem punição aos responsáveis. Este dia foi instituído em 1998 como símbolo da luta contra o abuso e exploração sexual de menores.
Importante lembrar que o abuso e exploração sexual de crianças é crime punível com até 14 anos de prisão. Denúncias podem ser feitas por meio do Disque 100 ou junto ao Conselho Tutelar.





