Utilizando testes de vazão com corante, técnicos conseguiram evidenciar a conexão clandestina entre uma caixa de passagem de esgoto e a galeria pluvial. Segundo Patrícia Raquel, agente de fiscalização ambiental do Iplam, “o esgoto sanitário estava sendo desviado para a rede pluvial, com destino final na praia”. Este tipo de transgressão não só ameaça a balneabilidade das praias, mas também pode impactar rios e lagoas, gerando consequências negativas para o turismo e a economia local.
A prática constitui uma clara infração à Lei Municipal nº 4.548/1996, que proíbe o despejo de efluentes sanitários nas redes de drenagem urbana. Desde o início da operação, o mesmo problema foi identificado nos bairros do Farol, Guaxuma, Ponta Verde e Pajuçara.
A irregularidade foi documentada em um relatório técnico e será monitorada pelos órgãos municipais competentes para garantir a implementação das medidas corretivas determinadas. O local foi isolado com areia e concreto, e a BRK recebeu uma notificação formal, com um prazo de 30 dias para apresentar explicações. Caso contrário, a empresa estará sujeita a penalidades financeiras.
No primeiro trimestre do ano, foram detectados 110 casos semelhantes na cidade. A população pode contribuir com a fiscalização através do site ouvidoria.maceio.al.gov.br ou via e-mail, facilitando a comunicação de novas ocorrências e auxiliando na preservação do patrimônio ambiental.





