O projeto foi cuidadosamente planejado com base em um levantamento de dados que identificou linhas com elevada presença feminina, principalmente em trajetos ligados a estudos e trabalho. Essa medida busca mitigar o risco de assédio, comum em ônibus lotados. Segundo André de Alcântara Costa, líder do DMTT, a escolha das linhas foi feita com base em critérios sociais e técnicos, visando proporcionar mais dignidade e proteção às usuárias. Há planos para expandir as rotas, dependendo da avaliação dos resultados iniciais.
Dentre as linhas que já estão operando, a 716 – Clima Bom/Ponta Verde, destacou-se pela maior quantidade de embarques, somando 2.280 durante a semana. Outras linhas também apresentaram significativa adesão, como a 504 – Eustáquio Gomes/Cruz das Almas, com 2.133 embarques.
Para muitas usuárias, como a técnica de enfermagem Rosenilda Maria da Conceição, o Ônibus da Mulher simboliza uma resposta necessária a experiências passadas de assédio. O serviço, exclusivo para mulheres, crianças de até 12 anos e homens acompanhantes de mulheres com deficiência, também prioriza motoristas do sexo feminino e conta com identificação na cor rosa para promover maior acolhimento.
A fiscalização é feita em parceria com a Guarda Municipal e a Secretaria Municipal da Mulher, promovendo ações preventivas nos veículos. Para garantir o cumprimento das regras, o DMTT também lançou uma campanha de conscientização nos ônibus e terminais.
Casos de desrespeito às normas de acesso podem ser denunciados por meio do número 118 ou pela Ouvidoria, assegurando que a política pública atinja seu propósito de oferecer segurança e respeito às mulheres no transporte coletivo de Maceió.







