O plano introduz a Zona de Monitoramento e Reparação (ZMR), que busca coordenar as iniciativas de recuperação em áreas prejudicadas pela mineração. O foco é reestabelecer a segurança da população e o uso coletivo das terras, impedindo qualquer exploração econômica privada nesse espaço.
Entre as principais diretrizes estão o monitoramento contínuo do solo, a reparação ambiental e urbana, e a proteção das áreas atingidas. Estudos para o fechamento das minas de sal-gema e a avaliação dos impactos no ecossistema são exigidos, com o objetivo de elaborar um plano participativo que defina metas e monitore as ações de reparação.
Para garantir que as medidas sejam efetivamente implementadas, a Prefeitura planeja instituir um Observatório da ZMR, composto por entidades de ensino e pesquisa, para fiscalizar a execução das ações por parte da Braskem. Caso a estabilidade do solo seja comprovada, a ZMR poderá ser transformada em um parque público, promovendo a recuperação da vegetação nativa e dos sistemas ambientais.
O plano também considera a preservação cultural das áreas, proibindo a demolição de edificações de valor histórico e garantindo a proteção das manifestações culturais locais. A participação comunitária é vista como fundamental no processo de reparação, promovendo a transparência e a inclusão das comunidades afetadas.
Mais detalhes sobre o Plano Diretor Participativo e a ZMR estão disponíveis no site oficial. O objetivo primordial é controlar e reparar as áreas afetadas, não visando imediata urbanização, mas sim uma recuperação integrada com a participação social.
