Durante a inspeção, a equipe da Seminfra descobriu uma ligação clandestina na galeria de águas pluviais do imóvel afetado. Essa intervenção irregular provocou infiltrações e encharcou o solo, resultando no rebaixamento da calçada.
O passo seguinte foi avaliar se a ligação clandestina envolvia esgoto, mas o proprietário da casa impediu a realização do teste requerido pelo Iplam. Mesmo assim, ele foi notificado e terá um prazo de 15 dias para corrigir a situação, sob pena de multa. Além disso, a equipe inspeccionou uma residência próxima, mas não encontrou nenhuma irregularidade.
O caso ganhou notoriedade após ser amplamente divulgado na mídia, com o morador atribuindo o afundamento à mineração de sal-gema, uma preocupação local nas áreas próximas aos bairros impactados. No entanto, o diretor-operacional da Defesa Civil de Maceió, Matheus Montenegro, esclareceu que a causa não está relacionada a essa hipótese, reforçando a importância de acionar a Defesa Civil imediatamente em situações similares.
Montenegro ressaltou que a Defesa Civil está disponível 24 horas todos os dias, pronta para verificar possíveis riscos e adotar as medidas necessárias, como envolvimento de outros órgãos competentes. “Nossa atuação imediata garantiu o encaminhamento correto para impedir que a situação se agravasse”, afirmou o diretor.
Essa situação chama atenção para a problemática das ligações clandestinas, que são feitas de modo irregular e sem autorização, constituindo uma ameaça técnica e legal, além de gerar efeitos indesejados para a infraestrutura urbana.
