As obras são diferenciadas e aplicadas de acordo com a gravidade das condições do terreno. A técnica de contenção é destinada a áreas que já demonstram uma erosão severa e sérios riscos de deslizamento. Nesse contexto, os especialistas implementam soluções mais complexas e profundas, como o uso de solo grampeado e cortinas atirantadas. Essas metodologias visam reforçar a estabilidade do solo, além de incorporar sistemas de drenagem, que são vitais para evitar o acúmulo de água e, consequentemente, o encharcamento do terreno.
Por outro lado, a proteção de encostas se caracteriza como uma medida preventiva, adequada para situações em que ainda há possibilidade de intervir antes que a erosão se agrave. Esse tipo de trabalho é realizado na superfície, utilizando materiais como geomantas, biomantas e cobertura vegetal. Esses elementos são cruciais, pois ajudam a preservar o solo e a minimizar a infiltração de água, impedindo que a situação se deteriorasse.
As duas técnicas não apenas são complementares, mas também se reforçam mutuamente. Enquanto a contenção foca em resolver problemas críticos, as medidas de proteção visam evitar que novas áreas enfrentem os mesmos riscos. Um exemplo notável é a região do Reginaldo, onde já foram completadas quatro obras de contenção, com mais duas em andamento, além de quatro iniciativas de proteção finalizadas, representando o esforço contínuo da administração em reduzir riscos para a comunidade.
Rodrigo Cunha, vice-prefeito de Maceió e secretário de Infraestrutura, enfatiza a importância dessas intervenções, destacando que elas são vitais para prevenir desastres naturais e garantir um ambiente mais seguro e tranquilo para as famílias que residem em áreas vulneráveis. As ações da Seminfra demonstram um compromisso contínuo com a segurança e o bem-estar da população, refletindo a prioridade que a gestão municipal dá à proteção das comunidades em risco.






