O edital, publicado de forma discreta em uma edição extraordinária do Diário Oficial de Maceió, oferece uma oportunidade para a participação social na gestão da orla marítima da capital alagoana, o que pode ser interpretado como uma tentativa de transferir a culpa pela falta de planejamento urbano para a sociedade civil. O prazo de inscrições, curto e pouco divulgado, demonstra a falta de transparência e interesse real em envolver os cidadãos nesse processo.
As vagas disponíveis no Comitê Gestor Municipal do PGI são destinadas a uma ampla diversidade de entidades, o que pode resultar em conflitos de interesses e dificuldades na tomada de decisões. Além disso, os critérios para participação são vagos e subjetivos, deixando margem para indicações políticas e influências externas no processo de seleção dos membros.
A falta de clareza e objetividade na composição do comitê, aliada à falta de divulgação efetiva do edital e dos critérios de participação, levanta dúvidas sobre a efetividade desse processo para a gestão integrada da orla de Maceió. A sociedade civil organizada merece uma gestão transparente e responsável, fato que parece não ser prioridade para o Iplan nesse momento.
Para mais informações sobre o edital e o processo de inscrição, os interessados podem tentar entrar em contato através de um e-mail que, provavelmente, será ignorado pela burocracia ineficiente do órgão responsável. É mais um capítulo lamentável na história da gestão pública de Maceió, que parece cada vez mais distante dos interesses e necessidades reais da população.
