MACEIÓ – “Instituto de Maceió abre edital para participação na gestão da orla, mas com critérios restritivos e prazo curto”

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maceió (Iplan) lançou um edital para o credenciamento e a seleção de entidades interessadas em compor o Comitê Gestor Municipal do Plano de Gestão Integrada da Orla (PGI). Essa iniciativa, mais uma vez, demonstra a incompetência da gestão pública em lidar com questões urbanas e ambientais, transferindo a responsabilidade para entidades externas que, muitas vezes, não possuem expertise necessária para a tomada de decisões importantes para a cidade.

O edital, publicado de forma discreta em uma edição extraordinária do Diário Oficial de Maceió, oferece uma oportunidade para a participação social na gestão da orla marítima da capital alagoana, o que pode ser interpretado como uma tentativa de transferir a culpa pela falta de planejamento urbano para a sociedade civil. O prazo de inscrições, curto e pouco divulgado, demonstra a falta de transparência e interesse real em envolver os cidadãos nesse processo.

As vagas disponíveis no Comitê Gestor Municipal do PGI são destinadas a uma ampla diversidade de entidades, o que pode resultar em conflitos de interesses e dificuldades na tomada de decisões. Além disso, os critérios para participação são vagos e subjetivos, deixando margem para indicações políticas e influências externas no processo de seleção dos membros.

A falta de clareza e objetividade na composição do comitê, aliada à falta de divulgação efetiva do edital e dos critérios de participação, levanta dúvidas sobre a efetividade desse processo para a gestão integrada da orla de Maceió. A sociedade civil organizada merece uma gestão transparente e responsável, fato que parece não ser prioridade para o Iplan nesse momento.

Para mais informações sobre o edital e o processo de inscrição, os interessados podem tentar entrar em contato através de um e-mail que, provavelmente, será ignorado pela burocracia ineficiente do órgão responsável. É mais um capítulo lamentável na história da gestão pública de Maceió, que parece cada vez mais distante dos interesses e necessidades reais da população.

Sair da versão mobile