Após frequentar a Educação Infantil em uma instituição particular, a família de Luan optou por migrar para a escola pública em busca de um ambiente mais inclusivo e de apoio humanizado. Essa decisão, conforme explica sua mãe, Luíza Gomes, não foi motivada por questões financeiras, mas pela busca por dignidade. Na escola particular, Luan enfrentou obstáculos significativos, como a falta de um acompanhamento individualizado e materiais didáticos onerosos que não atendiam suas necessidades.
Na Escola Audival Amélio, que atende 405 alunos—dos quais 40 são atípicos—, a família encontrou um verdadeiro “novo mundo”, nas palavras do pai, Natanael Costa, que destaca o acolhimento transformador oferecido pela instituição.
Os avanços testemunhados por Luan e outras crianças são fruto de investimentos robustos na Política de Educação Especial de Maceió. Entre 2021 e 2026, o número de Profissionais de Apoio Escolar (PAE) aumentou de 500 para 2.500, garantindo suporte essencial em diversas atividades cotidianas e sociais.
Varlene Paula, a PAE que trabalha diretamente com Luan, ressalta a importância do trabalho conjunto entre família e escola para impulsionar o desenvolvimento da criança. Além disso, Luan também participa de atividades na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde conta com o apoio de especialistas como Kátia Cristina.
Na Escola Audival Amélio, o enfoque não é apenas pedagógico, mas também nutricional, com adaptações que têm ajudado Luan a superar desafios alimentares comuns entre crianças com TEA. Segundo Luíza Gomes, o progresso de Luan traz alívio e esperança para um futuro de maior autonomia.
Com uma rede pública que atende quase cinco mil alunos na Educação Especial, Maceió avança em direção a um ensino mais inclusivo e efetivo, proporcionando a Luan e a muitos outros a oportunidade de um desenvolvimento pleno e digno.
