Cerca de 40 mães e um pai atípico montaram seus estandes para apresentar à população os produtos que vendem como forma de contribuir com o orçamento familiar. Muitas dessas mães se viram obrigadas a abrir mão de um emprego formal após receberem o diagnóstico de seus filhos, tornando o empreendedorismo sua única fonte de renda.
O evento, idealizado pelo grupo Famílias Atípicas Empreendedoras e apoiado pela Prefeitura de Maceió, através da Secretaria da Mulher, Idosos, Pessoas com Deficiência e Cidadania (Semuc), foi a primeira feira exclusiva destinada a essas famílias. Mércia Silva, empreendedora e organizadora do grupo, ressaltou a importância de eventos como esse, apoiados pelo poder público, como forma de garantir a inclusão e proporcionar oportunidades para que as famílias atípicas possam viver bem, mesmo após o diagnóstico.
Dentre os produtos comercializados na feira estavam alimentos, artesanato, cosméticos, roupas, acessórios e outros itens criativos. Além disso, o evento contou com a apresentação da banda da Guarda Municipal, trazendo ainda mais movimento e alegria para a ocasião.
A participação dos familiares atípicos foi essencial para mostrar à população que, mesmo diante dos desafios impostos pelos transtornos, é possível empreender e se destacar. Aline Gilvany, que tem dois filhos autistas, destacou a importância de empreender não apenas como forma de garantir uma fonte de renda, mas também como uma maneira de fortalecer a comunidade.
Diante de um cenário desafiador, as famílias atípicas demonstraram coragem, determinação e criatividade ao empreender e buscar formas de sustentar suas famílias. Eventos como a Feira das Famílias Atípicas Empreendedoras não só promovem a inclusão social, mas também contribuem para o desenvolvimento de comunidades mais resilientes e acolhedoras.






