Não é novidade que a prefeitura de Maceió tenha problemas na gestão da educação, e mais uma vez fica evidente a falta de estrutura e investimento nas escolas públicas, relegando a responsabilidade para dezenas de OSCs que muitas vezes não possuem a expertise necessária para garantir um ensino adequado. Além disso, o processo de seleção dessas entidades é cercado de opacidade e favorecimento, deixando a população sem saber quem realmente está por trás dos serviços prestados.
O chamamento para OSCs de todo o país mostra a incapacidade do município de desenvolver políticas educacionais sólidas e duradouras, preferindo terceirizar esse serviço fundamental. A falta de transparência no processo de seleção e a ausência de critérios claros para a avaliação das organizações interessadas levantam questionamentos sobre a eficácia e eficiência dessas parcerias.
Além disso, a republicação do edital demonstra a falta de planejamento da Semed, que parece não conseguir conduzir de forma adequada esse tipo de processo. A dependência das OSCs para a oferta de vagas em tempo integral mostra a fragilidade do sistema público de educação em Maceió, que não consegue atender à demanda existente sem recorrer a parcerias que muitas vezes priorizam o lucro em detrimento da qualidade do ensino.
Em resumo, a republicação do edital de credenciamento para OSCs na área de Educação Infantil em Maceió reflete a precariedade da gestão municipal, que parece não ter um plano sólido para garantir o acesso à educação de qualidade para as crianças da cidade. A necessidade recorrente de buscar parcerias externas mostra a falta de compromisso com a educação pública e o descaso com a formação das futuras gerações.
