Maceió é a terceira capital com pior qualidade de vida no Brasil, segundo o Índice de Progresso Social; Salvador e Porto Velho estão abaixo.

Maceió, a capital de Alagoas, se destaca negativamente no cenário nacional, figurando como uma das cidades com a pior qualidade de vida no Brasil. Recentemente, a cidade ocupou a terceira posição entre as capitais com os menores índices de qualidade de vida, conforme revelado pelo Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. Com essa classificação, Maceió só supera Salvador e Porto Velho no ranking que abrange as 27 capitais do país.

O Índice de Progresso Social é um estudo abrangente que avalia diversos aspectos da qualidade de vida, incluindo segurança, habitação, acesso a serviços de saúde, educação, inclusão social e oportunidades. Para isso, os pesquisadores analisam um total de 57 indicadores sociais e ambientais que refletem o dia a dia da população. A pontuação que varia de 0 a 100, revela o nível de progresso social nos 5.570 municípios brasileiros.

Em contrapartida, Curitiba lidera a lista das capitais com a melhor qualidade de vida, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte, que se destacam por melhorarem suas condições de bem-estar. Por outro lado, os dados sobre Maceió acentuam os desafios persistentes enfrentados pela cidade em setores cruciais que afetam diretamente a vida de seus habitantes.

O IPS se diferencia de outros índices ao focar no desenvolvimento social, sem restringir sua análise apenas a indicadores econômicos. O objetivo é medir o bem-estar da população e o acesso a serviços essenciais, além de identificar as oportunidades disponíveis para os cidadãos.

O levantamento não se limita a avaliar apenas as capitais, expandindo sua análise para o desempenho médio dos estados brasileiros. Nesse contexto, o Distrito Federal se destacou como o melhor colocado, seguido por São Paulo e Santa Catarina. No Nordestem, a Paraíba obteve os melhores índices, enquanto os menores resultados foram predominantes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Com uma média nacional de 63,40 pontos, o estudo revela um leve avanço em relação ao ano anterior, mas as desigualdades regionais continuam a ser um tema alarmante. A diferença entre a capital com o melhor índice e a última colocada supera 12 pontos, expondo um abismo preocupante nas condições de qualidade de vida que variam drasticamente entre as diversas capitais do país.

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