Fabiana Lisboa, psicóloga e diretora-geral da Casa do Autista, destaca que o dia é propício para reflexões sobre as conquistas e, principalmente, os desafios ainda persistentes. Segundo ela, o orgulho autista não anula a luta contínua; ao contrário, reforça a necessidade de viver com dignidade, respeito e pleno acesso a direitos. Ela destaca que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda é cercado de desinformação, especialmente para indivíduos classificados como nível 1 de suporte, cujas dificuldades muitas vezes são invisibilizadas.
A psicóloga aponta que, ainda em 2026, frases como “mas nem parece autista” são ouvidas, revelando a falta de compreensão sobre o espectro. Ela ressalta que a ausência de deficiência intelectual não significa ausência de desafios sensoriais e sociais significativos. Cada nível de suporte demanda atenção e políticas públicas eficazes.
Lisboa lembra que enquanto o Brasil ostenta uma legislação inclusiva robusta, a simples existência dessas leis não assegura direitos por si só. Ressalta que ainda há um longo caminho para que a inclusão seja uma realidade diária em uma sociedade que respeita a neurodiversidade como um todo.
A Casa do Autista não apenas fornece assistência especializada, mas também guia as famílias sobre como acessar esses serviços, começando com uma triagem pela Secretaria Municipal de Saúde de Maceió. A partir daí, um processo organizado encaminha os pacientes para o serviço mais adequado, com a Casa do Autista como uma das opções de atendimento.
Com uma equipe multiprofissional e um acompanhamento que já atende diversas crianças e adolescentes, a instituição também oferece suporte psicológico e oficinas para as famílias, reconhecendo a importância primordial do apoio familiar no tratamento.
Por fim, Camila Porciuncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, reforça que a missão da Casa do Autista é unir gestão eficiente e cuidado humanizado, garantindo que famílias não apenas recebam atenção de qualidade, mas também se sintam compreendidas e acolhidas.
