O condomínio envolvido já se encontrava sob vigilância das autoridades, uma vez que desde 2024, havia sido autuado três vezes, sem que houvesse resolução eficaz dos problemas constatados. Ruber de Castro, um dos agentes de fiscalização do Iplam, explicou que, embora ajustes tenham sido iniciados, a solução se mostrou insatisfatória. Segundo ele, a Estação de Tratamento de Esgoto, responsável pelo processamento dos resíduos do condomínio, não consegue comportar a demanda gerada pelo elevado número de moradores. Em uma vistoria realizada em fevereiro de 2026, a estação foi interditada e lacrada, revelando o grau de deficiência na infraestrutura do local.
Além do despejo irregular, a equipe de fiscalização detectou problemas de manutenção que levaram ao transbordamento do esgoto, provocando mau cheiro e agravando a situação. Esses fatores colocaram o caso sob a mira do Ministério Público Estadual, que acompanha os desdobramentos.
Material coletado na vistoria será analisado, e em cerca de 15 dias, espera-se que os resultados sobre o grau de poluição sejam concluídos e encaminhados para o Ministério Público. Ainda pesa sobre o condomínio a possibilidade de uma multa por parte do Iplam, reforçando a necessidade urgente de medidas corretivas para sanar os danos ambientais causados.
