Com o emprego de mais de 70 profissionais dedicados exclusivamente à limpeza, a operação cobre tanto a extensão de areia quanto o calçadão da orla, distribuída em três turnos diários de trabalho. Durante a coleta, os agentes de limpeza lidam principalmente com materiais como garrafas PET, embalagens de isopor, plásticos diversos e resíduos orgânicos, todos descartados de forma inadequada por aqueles que visitam a área. Paradoxalmente, tais itens poderiam ser facilmente destinados às mais de 100 papeleiras estrategicamente posicionadas ao longo de toda a orla.
Kedyna Tavares, diretora-executiva da Alurb, destaca a responsabilidade compartilhada na manutenção da limpeza e ordem do local. Segundo ela, apesar dos esforços públicos para oferecer condições adequadas para a disposição de resíduos, incluindo a instalação das papeleiras, a adesão da população a práticas sustentáveis ainda é um desafio considerável. “Infelizmente, o descarte irregular de resíduos continua sendo uma prática comum”, lamenta Tavares. Para ela, é essencial que os frequentadores adotem hábitos simples, como transportar consigo bolsas para acondicionar o lixo gerado durante a visita.
A situação da orla de Maceió reflete um problema mais amplo, que demanda tanto ações governamentais quanto uma mudança cultural na maneira como a população lida com seus resíduos. O esforço conjunto entre poder público e cidadãos é fundamental para garantir que as belezas naturais da região continuem a brilhar, livres da ameaça da poluição.