Macaco-prego-galego é resgatado no Sertão de Alagoas em condições de maus-tratos e é encaminhado para reabilitação.

Na última terça-feira, um macaco-prego-galego, espécie ameaçada de extinção típica do bioma Caatinga, foi resgatado no município de São José da Tapera, localizado no Sertão de Alagoas. O animal foi encontrado amarrado, exposto ao sol, sem acesso a alimentos ou água, em situações que configuram maus-tratos. A equipe de Fauna da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do Rio São Francisco), coordenada pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), foi responsável pelo resgate durante uma ação no interior do estado.

Após o resgate, o macaco foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Maceió, onde recebe os cuidados necessários para sua recuperação e possível reintegração à natureza. No mesmo local onde o macaco foi encontrado, também foi resgatada uma jandaia-verdadeira, ave cuja manutenção em cativeiro é proibida.

No Cetas, em parceria com o Ibama, o macaco foi avaliado, recebeu polivitamínicos e uma dieta rica em frutas e folhas para recuperar peso e saúde antes de ser devolvido à natureza. O IMA emitiu dois autos de infração e um termo de apreensão, dando prazo para que os responsáveis apresentem defesa.

O flagrante ocorreu após denúncia anônima e o homem responsável por manter o macaco acorrentado e a ave engaiolada foi autuado e responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) emitido pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). O resgate e o cuidado com esses animais são importantes para a preservação da fauna local e a conscientização sobre a proteção ambiental. O trabalho conjunto de órgãos como o IMA e a FPI do Rio São Francisco é fundamental para combater práticas que colocam em risco a biodiversidade da região.

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