O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou que o Ibama devolva a primata às tutoras que a criavam até a próxima segunda-feira. O instituto pretende recorrer da decisão, conforme informou o analista ambiental Roberto Cabral, um dos fiscais responsáveis pela abordagem de Vitória Gabriela Rodrigues, a ex-tutora de Anne.
Após quase um mês no Cetas-DF, Anne parece estar se adaptando bem ao convívio com outros macacos-pregos, segundo Roberto. Ele ressaltou que a devolução da macaca à antiga tutora significaria cortar os vínculos que ela estabeleceu com indivíduos da mesma espécie.
O desembargador responsável pela decisão afirmou que o centro de triagem enfrentava graves deficiências estruturais e de pessoal, comprometendo sua capacidade operacional. No entanto, Roberto rebateu essa declaração, assegurando que o Cetas passou por reformas recentes e conta com profissionais qualificados, incluindo biólogos e veterinários.
O episódio da apreensão de Anne no shopping foi registrado em vídeo pelo Ibama, mostrando a macaca passeando e sendo passada de mão em mão. Vitória Gabriela, a ex-tutora, acabou multada pelo instituto por posse irregular do animal e foi notificada para apresentar a documentação necessária.
Durante a abordagem dos fiscais, surgiram questionamentos sobre a origem do animal e a validade dos documentos apresentados. O Ibama apontou indícios de falsificação e suspeitas de envolvimento com tráfico de animais.
Mesmo diante das controvérsias, a Justiça determinou a devolução de Anne às tutoras, sem considerar a posição do Ibama sobre a documentação falsa apresentada. O analista ambiental Roberto Cabral enfatizou a importância de combater o tráfico de animais, garantindo a proteção das espécies em território nacional.
Portanto, a saga da macaca-prego Anne continua gerando debates sobre a proteção da fauna silvestre e a responsabilidade na criação e comercialização de animais selvagens. O desfecho desse caso poderá trazer repercussões importantes para a conservação da biodiversidade no Brasil.
